João 8:3-11 A História desta mulher é muito conhecida; ela estava sendo condenada pela lei por ter sido pega em flagrante adultério; seus algozes já estavam com pedras nas mãos para dar o fim merecido a ela: o apedrejamento e a condenação ao inferno. Mas naquela época um rabi vindo das regiões da Galiléia estava anunciando coisas novas e confrontando o sistema religioso daquela época. Ele parecia estar contra a conduta religiosa daquele povo; Ele constantemente questionava os lideres religiosos. Então os mestres decidiram apanhá-lo em alguma armadilha ou contradição. Aproveitaram aquela situação para colocar em descrédito o ensino que o Nazareno estava dando sobre o perdão, sobre amar, sobre o Reino de Deus e sobre o arrependimento; as chamadas boas novas que ele anunciava desde a Galiléia por todo o país.
A cena, então, estava montada para que o evangelho fosse impedido de curar, libertar e salvar. Trouxeram essa mulher, mas não a colocaram diante apenas de um rabi ou de um religioso da época. Estavam diante daquele que veio para salvar. Daquele que veio para libertar o cativo, curar os oprimidos e destruir as obras de satanás. Estavam diante do Salvador. Jesus fez com que aquela mulher fosse livre e que seus pecados fossem perdoados ali, instantaneamente. Foi exposta publicamente, mas publicamente foi justificada por aquele que veio para salvar.
Quero começar essa meditação pegando as últimas palavras que Jesus disse a essa mulher. “Onde estão eles? Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Agora, vá e abandone a sua vida de pecado.”
Jesus nos salva e nos orienta para uma nova vida. Ensina que devemos abandonar as coisas que nos prendem. Então Jesus não somente perdoou aquela mulher publicamente, mas a orientou que abandonasse a vida de pecado. Isso é muito importante. Quando nós encontramos com Jesus, Ele nos tira de algumas enrascadas, de algumas armadilhas e de situações constrangedoras. Quantos de nós já chegamos condenados diante de Jesus?! Desacreditados?! As pessoas lançam as nossas falhas no nosso rosto. Chegamos diante de Jesus como trapos e jogados no chão, mas Ele tem essa graça maravilhosa de transformar a nossa imagem, a nossa história. Chamamos isso de conversão. Uma mudança inquestionável.
Então Ele orienta: “Abandone a sua vida de pecado”. Todos nós que fomos curados por Ele, que fomos libertos e perdoados devemos responder a essa orientação de abandonar a vida que levávamos antes desse encontro com Jesus. Jesus perdoa aquela mulher e veementemente a instrui para abandonar a vida de pecado. Ser somente perdoado não é suficiente. Cabe a nós, após sermos perdoados por Jesus, sairmos dessa vida de trapos. É bom sair do escárnio da humilhação, mas é importante que abandonemos o pecado. E assim aquela mulher ficou com o coração feliz pois Jesus a perdoou e a orientou que recomeçasse a vida.
João 5:1-14 Conta sobre um paralitico que há 38 anos esperava por cura no tanque de Betesda. Lá, o anjo descia e movia a água do tanque e quem entrasse primeiro era curado da enfermidade, mas ninguém ajudava aquele homem a entrar no tanque. Jesus o viu ali e ordenou: “Levante-se e pegue sua maca”. Novamente os religiosos criaram grandes problemas, pois era sábado e ninguém podia fazer nada, nem carregar uma maca, (no sábado). Para esses religiosos, Deus não “trabalhava” no sábado. “Então esse homem não é de Deus!”, diziam os religiosos. “Ora, não sei de nada, só sei que o homem que me currou pediu que eu carregasse a minha cama”, respondeu o homem que fora curado. Quando Jesus o reencontrou disse: “Não peque mais para evitar que algo pior aconteça a você”. (vr14) Jesus o cura e o orienta a deixar a vida de pecado. Precisamos abandonar a vida de pecado.
Betel significa casa de misericórdia, o tanque que tem cinco alpendres que os fazem lembrar os cinco ministérios da igreja.(Ef 4:11), para edificar nossas vidas.
Muitas pessoas chegaram à igreja com a vida paralisada, mas lá encontraram cura e misericórdia, tiveram suas vidas e sonhos restaurados.
Mas notamos que algumas pessoas são mal-agradecidas a Deus e à Sua igreja. Pois após terem suas vidas restauradas desprezam a Deus, à igreja, e retornam ao pecado, ou não seguem servindo com alegria e dedicação como no início de sua fé.
Deus falou para Davi: “Eu te terei de detrás da malhada” (1Crônicas 17:7); muitos esquecem onde viviam, como estava suas vidas quando chegaram à igreja, à casa de misericórdia! Nosso temor é que esse esquecimento do que Jesus fez em nossas vidas seja um argumento para voltarmos ao pecado, e coisa pior realmente pode acontecer, pois, quando queremos pecar fazemos questão de esquecer o que Deus já fez em nossas vidas.
Algumas pessoas quando chegaram à igreja estavam como o paralítico, não tinham ninguém para lhes ajudar a se levantarem na vida. Na igreja receberam ajuda, tiveram fé para se erguerem, estavam solitárias, mas encontraram amigos. Muitos, na igreja, além de encontrarem a família da fé, começaram ou reconstruíram seus lares, foram ajudados a resolver seus problemas, estimulados a estudar, trabalhar e prosperar desenvolvendo suas carreiras e negócios.
Mas quando estão prosperando alguns vão se esquecendo dos humildes começos e vão alimentando as tentações e os pecados. Um dos argumentos mais comuns para quem quer voltar ao pecado é ressaltar os defeitos da igreja e das pessoas; começam a tratar sem misericórdia o lugar onde receberam misericórdia. Hoje está na moda a crítica à igreja como justificativa à frieza espiritual e para justificar a aproximação ao mundanismo, mas no fundo alguns, na verdade, estão desejando voltar ao pecado e começam a dizer que estão encontrando no mundo coisas e pessoas melhores do que na igreja. Neste caso o laço já está armado. Realmente a igreja tem muitos problemas, com os quais precisamos lutar para superar. Alguns dizem que os problemas estão na instituição, mas na verdade a igreja é um corpo formado por pessoas que ainda estão aguardando a chegada do que é perfeito para sarar definitivamente suas imperfeições; a igreja ainda é imperfeita, mas serve a um Senhor perfeito.
Lucas 11:24-26 Jesus ensina sobre o homem liberto de um espírito maligno; mas se essa pessoa fica vazia, esse espírito volta, mas não volta sozinho, ele traz sete espíritos piores e o estado daquela pessoa torna-se pior que o estado anterior.
Observe que o ensino de Jesus ensinou várias vezes para quem Ele estava pregando e libertando que, se você foi curado ou liberto, não volte a pecar para que algo pior não lhe aconteça. “Vá e não peques mais”.
Os apóstolos também pregaram com essa preocupação. Quem abandona ou deixa de reconhecer a obra de Deus pode ficar pior do que o primeiro estágio: voltarem para o pecado ou ficarem vazias sem a presença de Jesus no coração. 2Pe 2:20-22
É comum encontrarmos pessoas que foram abençoadas, mas que abandonaram o evangelho; infelizmente percebemos que elas estão apenas piorando.
Pergunto sempre para Deus: “Como deve ser feito então, Senhor? O que deve ter no coração dessas pessoas para que elas não voltem atrás?”. A resposta é: Gratidão.
O poder da gratidão no Coração
Col 2:6-7 “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão”.
Col 3:15 “Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos”.
Col 3:16 – “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração”.
Gratidão. É uma das atitudes mais importantes que devemos ter para não voltarmos atrás depois de sermos abençoados por Deus. Se não temos um coração grato a Deus, podemos ficar pior que o primeiro estado. Portando devemos tomar CUIDADO, pois a ingratidão pode nos levar a coisas piores.
Como diz Davi: “Bendiga o Senhor a minha alma! Não esqueça nenhuma de suas bênçãos” - Sl 103:2. A ingratidão é o pior veneno na vida de um crente. A palavra gratidão no grego é (charis) mesma coisa que ‘graça’. A ‘ingratidão (acharistos) é a mesma coisa que ‘desgraça’, ‘sem a graça’, desprezível. Quando você esquece de onde você veio, de onde Deus te tirou, de onde você estava quando encontrou Jesus, então a ingratidão abre as portas para a sua vida piorar. Por isso não devemos esquecer nenhum dos benefícios do Senhor para com a nossa vida.
Col 4:2 Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos.
Precisamos orar com muita dedicação, mas a oração sem um coração agradável a Deus não adiantará muito.
Precisamos orar: “Deus, cria em mim um coração puro e um espírito inabalável. Um coração como uma boa terra para que tudo o que eu fizer prospere e não piore”. A comunhão, a palavra, o louvor, os cânticos e os salmos precisam ter uma terra boa para fluir. Essa terra é a gratidão no coração. “Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança.” Lc 8:15.
Gratidão pela família
Depois da gratidão a Deus, para não retroceder é fundamental honrar teu pai e tua mãe. Então todos os dias da sua vida serão bons e você experimentará graça sobre a terra. Ef 6:2,3.
Existem tantas pessoas que nunca honraram seus pais. Se seus pais tiveram problemas, talvez você tenha problemas piores. Se a vida dos seus pais foi uma vida problemática, se não houver cura, o seu estado pode ser pior que o estado dos seus pais. Se o casamento dos seus pais foi ruim, o seu pode ser horrível. Pois a bíblia ensina que a maldição pode ir passando. Só a graça de Deus quebra isso. A gratidão quebra isso.
A psicologia diz, com verdade, que muitas coisas são conseqüências do relacionamento familiar. “Ah pastor... Meu pai fez coisas terríveis, você não sabe o que ele fez com minha mãe!!”. Mas podemos ser livres e curados. A graça excede o juízo. Perdoe sua família. Não perpetue a maldição. Lembre das coisas boas e procure não viver das mágoas e coisas ruins. “Disse Jesus: ‘Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele”. Jo 9:3.
Gratidão pela sua igreja
Lucas 17:16 Muitas pessoas tiveram suas vidas transformadas pela igreja e hoje não são agradecidas com aquilo que receberam na casa de Deus. Isso faz com que sua vida espiritual não prospere. Jesus veio para que sua vida melhore a cada dia.
Precisamos ter um coração agradecido para com a Igreja. Jesus destaca que o leproso que veio agradecer era samaritano, um estrangeiro que não era do povo de Deus, porque Israel, seu povo, era uma nação ingrata. Jamais sejamos ingratos dentro da igreja. Não seja uma pessoa ingrata dentro da casa de Deus. Se você está sendo ingrato com a igreja, ou difamando a igreja, está fazendo isto também com Jesus. A igreja é o corpo de Cristo. “Saulo, Saulo! Por que me persegues?!” At 9:4.
A nossa geração tem vivido um grave problema, a ingratidão. Estamos esquecendo as bênçãos de Deus. O amor, a misericórdia, a fidelidade e o perdão. É comum hoje ver irmãos que foram abençoados, ou ainda estão sendo, recebendo ajuda de outros irmãos, simplesmente desprezando e ignorando quem outrora o ajudou. O fato de que toda a glória deve ser dada a Deus não anula a atitude de honra, de reconhecimento e gratidão que devemos demonstrar para com quem nos serve e nos ajuda na igreja.
O princípio da gratidão é tão importante para Deus que em Israel devia ser demonstrado através de ofertas e sacrifícios específicos: O SACRIFÍCIO DE GRATIDÃO.
"Se alguém a fizer por gratidão, então, junto com sua oferta de gratidão, terá que oferecer bolos sem fermento e amassados com óleo, pães finos sem fermento e untados com óleo, e bolos da melhor farinha bem amassados e misturados com óleo”. Lv 7:12-15.
"Quando vocês oferecerem um sacrifício de gratidão ao Senhor, ofereçam-no de maneira que seja aceito em favor de vocês.” Lv 22:29.
Disse então Ezequias: "Agora que vocês se dedicaram ao Senhor, tragam sacrifícios e ofertas de gratidão ao templo do Senhor". Assim, a comunidade levou sacrifícios e ofertas de gratidão, e alguns, espontaneamente, levaram também holocaustos - 2Cr29:31.
Veja também Salmos 50:23; 116:7; AM 4:5; Jn 2:9.
Curando uma geração ingrata
Quando Jesus contou a história do homem ao qual os espíritos malignos voltaram, a exemplo, Jesus disse que isso aconteceria àquela geração: seu estado se tornaria muito pior por ter rejeitado Jesus. Mt 12:25.
2Tm 3:1-2 - O mundo está piorando e vai desembocar em uma cena apocalíptica chamada de grande tribulação. Você sabe por quê?! Por causa da ingratidão que estamos vendo nesta geração. Se você observar os problemas vai perceber que essa geração precisa mudar radicalmente. E a cura começa em cada um de nós. Nós somos a luz do mundo. No Reino de Deus temos pessoas que possuem um comportamento diferente do que está descrito em 2Tm 3:1-3. Essas cenas não são para você. Para você é o Reino de Deus. As coisas vão melhorar para a sua família. Pv 4:18 “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia”.
Para o mundo as coisas vão piorar. Mas para nós, os que vivem na graça e com gratidão, vai brilhar o sol da justiça.
“Pois certamente vem o dia, ardente como uma fornalha. Todos os arrogantes e todos os malfeitores serão como palha, e naquele dia, que está chegando, ateará fogo neles", diz o Senhor dos Exércitos. "Não sobrará raiz ou galho algum”.
“Mas para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral.” Ml 4:1,2.
Comece agradecendo ao Senhor a cada dia por tudo o que Ele é. Primeiro por sua salvação, pelo perdão de nossos pecados! Não há motivo maior para que você esteja sempre agradecido. Todo dia lembre-se que você não vai para o inferno, que sua vida seguindo fiel a Jesus vai melhorar a cada dias mais. Agradeça pela sua família, louve a Deus por sua Igreja, por nossa congregação onde podemos viver em amor, ajudando e servindo uns aos outros como irmãos, com corações agradecidos.
“Quem me oferece sua gratidão como sacrifício, honra-me, e eu mostrarei a salvação de Deus ao que anda nos meus caminhos". Sl 50:23.