Texto do Pr. Daniel, para nossa reflexão neste final de ano e início de um novo tempo
“Onde Ele está?”
“Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também”. I Co 15:6
A procura foi pelo túmulo, lençol, ou sinais que se ligariam a sua memória. As mulheres carpideiras com aromas e homenagens para alguém que já se foi e que já não é. A busca não era de esperança, mas para chorar e se lamentar, para edificar um monumento, sem inspiração do evangelho.
Ele não está mais aqui, ressurgiu.
Ele está nas manhãs, quando o homem desperta e corre a busca sincera para salvar sua vida.
Está próximo ao túmulo onde há choro ou junto ao poço de Jacó onde há incerteza. Está em ambos os lugares para chamar o homem a uma nova razão, para o dom da vida. No Poço, porque é o lugar da ilusão que realimenta a vida, saciar a sede para voltar a ter sede, dar sobrevida as nossas ansiedades pelas quais vamos morrendo aos poucos. No túmulo, porque já não há mais esperança, somente desapontamento, esvaziamento e fraqueza.
Ele está ao cair da tarde, quando estamos com as portas trancadas, fugindo da noite, com medo, sem promessa de paz.
No caminho, enquanto a vida continua entre os últimos acontecimentos, a expectativa, a mesmice ou a renovação.
Em corações interligados que o esperam vê-lo novamente, permitindo-lhe ressaltar a sua multiforme sabedoria.
No trabalho, na pesca daqueles que estão seguros de que podem fazer algo produtivo para melhorar a vida e o mundo, mesmo convivendo com as frustrações marcadas pela noite, mas sabendo que, pela manhã Ele virá suprir a necessidade do homem que lançou sementes sobre a terra ou nas águas. Ele estará ali para celebrar a vida juntos, sobre uma só mesa, com pão que ele oferece juntamente com o pão que ele solicita ou exige de cada um nós, que, afinal, ele mesmo nos deu ao dizer onde deveríamos semear ou lançar as redes.
DANIEL FELIPE