Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa exigindo seu retorno para Portugal.
Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico".
Algum tempo depois o príncipe fez uma viagem a Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimentos, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
D. Pedro mandou que o vigário da cidade de Pitangui, Padre Belchior, único mineiro na comitiva, abrisse e lesse em voz alta toda a correspondência às margens do Ipiranga, em 7/9/1822. Revoltado, o príncipe arrancou das mãos do padre a carta, amarrotando-a e jogando-a no chão. Inteirado da gravidade do momento, o príncipe disse:
“E agora, Padre Belchior?”.
O Padre prontamente respondeu:
“Se Vossa Alteza não se fizer Rei do Brasil será prisioneiro das Cortes e talvez deserdado por elas. Não há outro caminho senão a Independência e a separação”.
D. Pedro caminhou alguns passos, acompanhado pelo vigário pitanguiense, por Bregaro, Cordeiro, Carlota e outros que ali estavam em direção aos animais e, finalmente, disse ao vigário:
“Padre Belchior, eles querem, terão a sua conta. As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo, de rapazinho e brasileiro. Pois verão agora o quanto vale o rapazinho. De hoje em diante, estão quebradas as nossas relações, nada mais quero do Governo Português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!” E emendou: “Brasileiros, a nossa divisa de hoje em diante será o dístico Independência ou Morte!”
Dia sete de setembro comemoramos a independência do Brasil. É um dia especial para todos.
É feriado.
O Governo gasta anualmente mais de 2 milhões de reais só no desfile de 7 de setembro na Esplanada.
Como você definiria “INDEPENDÊNCIA”? Comemoramos a nossa independência porque a associamos à liberdade.
Nós queremos ser livres! Nós não gostamos que ninguém nos diga o que fazer!
Leia Lucas 4:18-19. Se Jesus veio nos libertar, é porque éramos cativos. Cativos da mentira, da angústia, das maldições, dos vícios, do medo e da morte!
Mas, Jesus é um sinal de contradição: “Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça”.
Paulo nos declara em Efésios 5:9 que o fruto do Espírito consiste em toda bondade, justiça e verdade. Em Gálatas 5:22 e 23 Paulo nos apresenta outra lista de fatores que integram o fruto do Espírito. Todos nós queremos ter alegria, paz, amabilidade e domínio próprio. Corremos atrás dessas coisas, mas percebemos que ainda estão em falta em nossas vidas.
Em João 15:16 achamos a resposta desta pergunta: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome”.
Já não somos tão livres quanto achávamos. Dar fruto depende da nossa submissão à escolha de Deus!
E às vezes nós não damos fruto como podíamos. Por quê?
Nós queremos ser livres! Nós não gostamos que ninguém nos diga o que fazer! Às vezes nem Deus.
Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira (João 15:4b).
Jesus é a videira, mas o que é “permanecer” em Jesus?
Lendo as obras de homens tremendamente usados por Deus, como Oswald Smith, A. W. Tozer, e John Maxwell eu vejo um consenso: Permanecer em Deus significa se saturar da Palavra de Deus e ter uma vida de oração vitoriosa, isso é agonizar em oração.
Só podemos nos submeter a Deus se estivermos ouvindo a Sua voz. E isso só acontece quando aprendermos a agonizar em oração. Ou será que temos mais sensibilidade espiritual do que o próprio Jesus que passava noites em claro derramando sua alma em oração agonizante?
O que atrapalha é o nosso espírito de independência. Ainda pensamos que podemos sair de casa e enfrentar cada dia sem antes nos derramar na presença de Deus. Ainda pensamos que a nossa solução é a melhor e que não há necessidade de consultar a Deus para tomar nossas decisões. Ainda pensamos que devemos ser guiados pelo nosso coração!
Mas, nós conhecemos o caminho das pedras. Agora, só falta andar por ele. Não fazemos isso porque naturalmente (ou carnalmente) não gostamos de nos submeter. Mas somente quando vivemos de acordo com esses princípios é que começamos a gostar deles de fato. Queremos que seja o contrário. Queremos gostar dos princípios para então colocá-los em prática. Só que não funciona assim. Jesus declara em João 7:17: “Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus...”. Primeiro fazemos, então descobrimos!
Então, façamos hoje, uma proclamação de dependência de Deus! Vamos provar e ver que o Senhor é bom!