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    Forças Armadas ajudarão no combate à dengue Na semana que vem, 200 integrantes serão treinados e ajudarão no combate à doença em todo o Distrito Federal. Evangélicos também reforçam mutirão

    Mariana Moreira

    Publicação: 13/03/2010 08:59

    Ponto de contenção de água da chuva no Parque Águas Claras
            preocupa, mas Ibram tranquiliza a população - (Marcelo Ferreira/CB/D.A
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    Ponto de contenção de água da chuva no Parque Águas Claras preocupa, mas Ibram tranquiliza a população
    O tão esperado reforço no combate à dengue chega semana que vem. Na próxima quarta-feira, os 200 militares das Forças Armadas que integrarão as equipes de visitas aos domicílios começarão a ser treinados, no auditório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No primeiro encontro, eles terão atividades teóricas e, nos dois dias seguintes, já acompanharão o trabalho dos agentes de vigilância ambiental pelas cidades. Os 100 integrantes do Exército, 50 da Marinha e 50 da Aeronáutica ainda não sabem em que locais atuarão. A divisão de equipes será feita também na próxima semana.

    Hoje, os jovens evangélicos que se ofereceram como voluntários no combate à doença também serão treinados, na Igreja Universal localizada na Entrequadra 212/213 Sul. Porém, esse contingente de cerca de três mil pessoas não fará a checagem de focos de proliferação de larvas e presença do mosquito Aedes aegypti. Caberá a eles conscientizar os moradores das regiões em que moram e manter a comunidade sempre atenta aos riscos da doença. O certame para a contratação de 500 agentes temporários ainda não tem data marcada, mas deve sair em breve. “Estive com o governador e ele vai autorizar o concurso”, afirmou o secretário de Saúde, Joaquim Barros. Ele afirma que o governo fará tudo que for possível para que os brasilienses não sejam surpreendidos por uma nova explosão da doença, no próximo verão.

    Enquanto o reforço não chega, as oportunidades de evolução da doença se multiplicam pelas cidades. No Gama, uma área destinada à construção do Parque Urbano Norte possui um lago perene que pode ser um prato cheio para a reprodução do mosquito. Uma família de posseiros que vivia no local represou a água de uma dessas nascentes para fazer uma criação de peixes. Como a área pertencia ao Governo do Distrito Federal e ali estava prevista a criação do parque, os posseiros foram retirados. A ideia do complexo de lazer, no entanto, nunca se concretizou. E o lago, sem peixes ou qualquer outra forma de vida, está completamente cercado pelo mato alto.

    Morador das redondezas da área de cerrado há mais de 30 anos, o aposentado Francisco Marques, 79 anos, diz nunca ter visto qualquer fiscalização ou cuidado por parte das autoridades sanitárias. Ele soube que vizinhos procuraram a administração da cidade, que teria afirmado que a água do local é suja e que os mosquitos só se proliferam em água limpa. “Não sei se essa água é tão suja assim”, opina. O aposentado afirma que o mato em volta agrava a situação. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que administra os parques do Distrito Federal, promete investigar a situação do local.

    Águas Claras
    Outro ponto que preocupa moradores de áreas próximas é o Parque Águas Claras. No local, onde circulam até cinco mil pessoas diariamente, nos fins de semana, seis bacias de contenção de águas das chuvas foram construídas. De acordo com a administradora do parque, Maria Elba Leite, a rua limítrofe ao parque não escoa água e os buracos foram feitos para resolver o problema. “Sem essa solução, a erosão avançaria pelas trilhas e por áreas preservadas do parque”, explica. Segundo ela, o local foi recentemente visitado por agentes de vigilância ambiental, que não encontraram qualquer vestígio de larvas ou mosquito. Mesmo assim, o larvicida foi aplicado.

    A coordenadora de parques do Ibram(1), Rosa Tilde Carvalho, afirma que, até o momento, nenhum sinal da dengue foi encontrado nos espaços administrados pelo instituto. Dos 67 parques do DF, 64 espaços estão sob a responsabilidade do órgão. Ela destaca que os reservatórios de água estão menos propensos ao problema, porque em todos os meios aquosos em que há alguma forma de vida o mosquito não se reproduz. “Os locais com edificações, como lixeiras, piscinas e construções são mais preocupantes”, assegura ela. Mesmo assim, todas as poças de água encontradas durante as visitas são avaliadas pelos agentes responsáveis.

    1 - Estratégia
    O órgão integra o comitê de combate à doença e organiza eventos com os administradores de parques para tratar da doença. Está prevista, ainda para este mês, uma reunião dos funcionários de parques para definir estratégias de combate à dengue.

    Tira-dúvidas

    1 Para evitar a dengue, basta secar os lugares onde tem água parada?
    Não. É preciso lavá-los com água e sabão. Os ovos do mosquito se mantêm vivos por um ano e podem eclodir ao primeiro contato com a água.

    2 Apenas a fêmea pica?
    Sim, enquanto o mosquito-macho se alimenta de frutas, o mosquito-fêmea precisa de sangue para amadurecer os ovos e dar sequência ao ciclo de vida.

    3 Qual o período de vida do mosquito?
    Entre 30 e 45 dias. O tempo máximo pode chegar a dois meses.

    4 Velas de citronela, andiroba e outros repelentes naturais ajudam no combate ao mosquito?
    A eficácia delas é questionada, já que a duração do efeito é temporária.

    5 A vitamina B é eficaz para manter o mosquito longe?
    Depende do metabolismo de quem a usa. Em alguns casos, ela pode ser ineficaz.

    6 O mosquito pica só nas pernas?
    Não. Ele pica preferencialmente nas pernas, mas pode agir em qualquer parte descoberta do corpo. Braços e rosto também costumam ser picados.

    7 Ar-condicionado e ventilador espantam o mosquito?
    Sim. Esses aparelhos diminuem a temperatura e a umidade do ambiente, o que reduz a ação do mosquito, mas não o elimina.

     

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